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sexta-feira, 12 de agosto de 2011

RÁDIO COMUNITÁRIA BAIONENSE. SERÁ MESMO COMUNITÁRIA? QUE SERVIÇOS ELA PRESTA À COMUNIDADE?


Único veículo de comunicação de longo alcance da nossa cidade, a rádio comunitária baionense deveria ser um instrumento de voz da nossa comunidade, onde as pessoas pudessem fazer suas reclamações, expor as suas idéias e necessidades, cobrar das autoridades constituídas providências e soluções aos seus problemas, em todas as áreas de atividades públicas, tais como: saúde, educação, segurança, saneamento, transportes, e outros. Ocorre que, da maneira como é hoje conduzida a sua grade de programação, parece mais um serviço de propaganda da administração municipal. Tantos temas interessantes poderiam ser levantados e discutidos de forma produtiva através das ondas da rádio comunitária: drogas, poluição sonora, segurança no trânsito, saúde, limpeza pública, etc., com a participação direta de representantes políticos eleitos pelo povo, tanto os “do governo” quanto os “chamados da oposição”, através de entrevistas, debates, perguntas dos ouvintes por meio de telefone, de modo que pudessem expressar “no ar” o seu pensamento sobre determinado tema e sem censura (hoje não se consegue falar “no ar” por telefone com algum locutor da rádio, como deveria ser. Fala-se por celular e se o apresentador achar conveniente, repassa o que você falou, especialmente, se for pra pedir música ou dar um alô pra alguém ou fazer elogios). Agora, experimente ligar e reclamar de algum serviço, como: ruas esburacadas, limpeza pública, atraso de pagamento dos funcionários, falta de água potável na sua rua, marcação de exames médicos com data muito longa, e veja se o apresentador coloca no ar a sua reclamação e cobra (ele) providências, principalmente, se for relativa a administração municipal?
Quando expus anteriormente ao conhecimento público, através de um panfleto, algumas temas que considero importantes, como a reativação do matadouro municipal, da situação das ruas esburacadas, da criação de cargos de assessorias desnecessárias, um “certo” apresentador do programa matinal da rádio ficou furioso e andou cobrando do vereador autor do panfleto na rádio coisas do tipo: quais os projetos do vereador pra cidade? O que o governador que ele votou já trouxe pra Baião? E outras “babaquices”, como se em Baião fosse proibido “a liberdade de expressão e imperasse a lei da mordaça”. Registra-se que o locutor não teve a decência de ler ao público o que estava escrito no panfleto, objeto de sua fúria, para que os ouvintes tirassem as suas conclusões, limitou-se apenas a criticar os temas ali expostos. Por que não convidou o vereador para ser entrevistado e publicamente, fizesse as perguntas que achasse necessárias, deixando que o entrevistado pudesse respondê-las. Afinal, quem exerce função pública, não deve temer receber críticas ou elogios, pois, elogios e críticas fazem parte de uma sociedade democrática, como a nossa, afinal, nem todos pensam da mesma maneira e um determinado tema pode ser analisado por ângulos diferentes, cabendo a cada um de nós, ouvir, concordar ou discordar, respeitando sempre o direito quanto a expressão do livre pensamento.
De minha parte, coloco-me à disposição. Quando os apresentadores da rádio comunitária baionense quiserem saber de meus projetos, minhas idéias, meu ponto de vista sobre determinada situação, podem me convidar para comparecer na rádio. Não vejo nenhum problema em responder a perguntas, receber críticas ou elogios. Só não é legal fazer comentários sobre alguém sem dar a chance a esse alguém de se expressar.